Liberdade
Livre é o que todos querem ser
Difícil é conquistar a verdadeira liberdade
Abrir todas as mentes
Dizer toda a verdade!
Liberdade há quem questione...
Nos jornais as manchetes
Grandes, chamando atenção
Ainda há quem se engane
Trocam os pés pelas mãos!
Adam Silva... 09/09/10
sábado, 11 de setembro de 2010
... Palavras
Acordar de manhã e poder ver os raios do sol tocando o chão e ouvir o canto dos pássaros, é privilégio para uns e significativo para poucos. A capacidade de traduzir o movimento da brisa que corta a imensidão do céu, o som da natureza que ecoa nos quatro cantos do planeta, é como um cego vencendo a dificuldade de aprender a ler e a escrever, pois depende não somente do cego como também do professor se adequar às dificuldades e não se deixar limitar perante as diferenças.
Não há escalas que definam o limite de superação, não é necessário o pagar de impostos para a subida dos degraus da evolução. As batalhas e as barreiras são uma constante, o medo e a tensão invadem nosso ser como vírus do viver, o frio na barriga e o arrepio são sintomas de que o a visão não fica apenas na teoria, mas passa para a prática.
O mundo alcança um patamar nunca imaginado. E como grande sonhador, sou um passageiro no elevador entre o sonho e a realidade, torcendo para que sempre suba, mas se caso descer, não desisto, pois para se reerguer é apenas uma questão de tempo.
No dicionário da vitória, o medo é provisório, Deus é refúgio, e a esperança um dilema! As outras palavras somos nós quem escrevemos, durante a passagem do novo para o jovem, e do jovem para o velho, mas que independente de qual por apenas uma vez, o coração sinta a essência da felicidade, o rosto tenha a experiência de projetar um sorriso, e o corpo estremecer de paixão...
...Sonhe... Procure... Sinta... Chore... Por que depois de tudo, os momentos passados são apenas páginas viradas de um livro chamado vida!
domingo, 8 de agosto de 2010
“Sempre nos arrependemos ao fazer as coisas pensando em alguém ou tentando ajudar o próximo, pois nossas ações benevolêmicas não mudam um pensamento, não mudam uma pessoa, e tão pouco muda o mundo, apenas transforma um ser que já se encontra no individualismo, cada vez mais egoísta!”
Adam Silva
June, 05 th, 2010
ELEIÇÕES, DÚVIDAS E QUESTÕES
Dúvida! Dúvida!
E quem responde essas questões?
O governo, a TV, os jornalistas?
Não... Vivem enganando multidões!
A máscara esconde, aquilo que se passa pela mente,
Pois o que os olhos não vêem, o coração não sente!
Roubos, falcatruas e lentidão,
E o que acontece com o brasileiro?
Vendo seu direito passando pela sua mão...
A vida continua e a humilhação também,
Eleições chegam e promessas vêm
E o que realmente acontece, não se lembra de ninguém!
O IBGE diz, o Brasil está crescendo,
Mas será que todos sabem o que está acontecendo?
Ninguém pergunta, ninguém se interessa,
Pra saber o que é real, e os ladrões de plantão...
...Em seu governo desleal.
Eles roubam, escondem e o povo acredita,
Nas promessas e nas histórias
Dessa geração maldita!
A fome avança e a chuva leva,
E é na esperança que o povo espera,
Ninguém acredita, ninguém vê,
Todos participam e nada a acontecer.
E tudo vai passando,
Diante dos olhos do povo,
E na próxima eleição...
...Começa tudo de novo!
Adam Silva. 2010
Dúvida! Dúvida!
E quem responde essas questões?
O governo, a TV, os jornalistas?
Não... Vivem enganando multidões!
A máscara esconde, aquilo que se passa pela mente,
Pois o que os olhos não vêem, o coração não sente!
Roubos, falcatruas e lentidão,
E o que acontece com o brasileiro?
Vendo seu direito passando pela sua mão...
A vida continua e a humilhação também,
Eleições chegam e promessas vêm
E o que realmente acontece, não se lembra de ninguém!
O IBGE diz, o Brasil está crescendo,
Mas será que todos sabem o que está acontecendo?
Ninguém pergunta, ninguém se interessa,
Pra saber o que é real, e os ladrões de plantão...
...Em seu governo desleal.
Eles roubam, escondem e o povo acredita,
Nas promessas e nas histórias
Dessa geração maldita!
A fome avança e a chuva leva,
E é na esperança que o povo espera,
Ninguém acredita, ninguém vê,
Todos participam e nada a acontecer.
E tudo vai passando,
Diante dos olhos do povo,
E na próxima eleição...
...Começa tudo de novo!
Adam Silva. 2010
Cena de Ódio
“[...]
Tu, que te dizes Homem!
Tu, que te alfaiatas em modas
E fazes cartazes dos fatos que vestes
Pra que se não vejam as nodoas de baixo!
Tu, qu’inventaste as Ciências e as Filosofias,
As Políticas, as Artes e as Leis,
E outros quebra-cabeças de sala
E outros dramas de grande espetáculo
Tu, que aperfeiçoas sabiamente a arte de matar.
Tu, que descobriste o cabo da Boa-Eperança
E o Caminho Marítimo da Índia
E as duas Grandes Américas,
E que levaste a chatice a estas Terras
E que trouxesse de lá mais gente p’raqui
E qu’inda por cima cantaste estes Feitos...
Ty, qu’inventaste a chatice e o balão,
E o farto de te chateares no chão
Te foste chamar no ar,
E qu’inda foste inventar submarinos
P’ra te chateares também por debaixo d’água,
Tu, que tens a mania das Invenções e das Descobertas
E que nunca descobriste que eras bruto,
E que nunca inventaste a maneira de o não seres
Tu consegues ser cada vez mais besta
E a este progresso chamas Civilização!”
(NEGREIROS, José de Almada. Obra completa de Almada Negreiros. Rio de janeiro: Nova Aguilar, 2005)
“[...]
Tu, que te dizes Homem!
Tu, que te alfaiatas em modas
E fazes cartazes dos fatos que vestes
Pra que se não vejam as nodoas de baixo!
Tu, qu’inventaste as Ciências e as Filosofias,
As Políticas, as Artes e as Leis,
E outros quebra-cabeças de sala
E outros dramas de grande espetáculo
Tu, que aperfeiçoas sabiamente a arte de matar.
Tu, que descobriste o cabo da Boa-Eperança
E o Caminho Marítimo da Índia
E as duas Grandes Américas,
E que levaste a chatice a estas Terras
E que trouxesse de lá mais gente p’raqui
E qu’inda por cima cantaste estes Feitos...
Ty, qu’inventaste a chatice e o balão,
E o farto de te chateares no chão
Te foste chamar no ar,
E qu’inda foste inventar submarinos
P’ra te chateares também por debaixo d’água,
Tu, que tens a mania das Invenções e das Descobertas
E que nunca descobriste que eras bruto,
E que nunca inventaste a maneira de o não seres
Tu consegues ser cada vez mais besta
E a este progresso chamas Civilização!”
(NEGREIROS, José de Almada. Obra completa de Almada Negreiros. Rio de janeiro: Nova Aguilar, 2005)
sábado, 31 de julho de 2010
He, He, He... Como é engraçado esse mundo. Como podem as pessoas agirem dessa forma? Há uma con-traditória tão grande, uma verdade ou uma dúvida que se esconde atrás da ignorância e da incompre-ensão, que quando me deparo aos seres conturbados do subúrbio agitado, apenas sobra-me o riso. Ob-servo por um momento, e o que encontro não são pessoas, mas sim corpos sem alma que são influen-ciadas pela incerteza, pela falta de opinião pró-pria, sobrando-lhes apenas a sombra da indecisão e do medo, seguindo-as pelo caminho da vida sem sen-tido e vagarosa, passando essa cultura peçonhenta às gerações seguintes, infectando esse mundo já infectado, enchendo esse mundo de pessoas tolas e tapadas que já se encontra tolo e tapado, ensinando ao “futuro” a incapacidade de gerar frutos e de comer esses frutos, tornando o que já é ruim, pior, abastecendo-se de constrangimentos, incertezas e conflitos, fazendo de uma simples cova em um poço de almas vagantes e geladas.
Criado dia 31/05/2010
Adam Silva
Ó Felicidade
Ó felicidade que tanto me avulsa
Que desperta em mim, um desejo
O meu sentimento se aguça
Só te sinto, não te vejo
Queria ao menos poder tocá-la
Mas se esconde, é traiçoeira
Como eu faço para encontrá-la?
Ela é rápida e sorrateira
Ó felicidade, por que me enganastes?
O que fiz para merecer?
Os meus sonhos que agora desastres
Vivem em uma mania de maldizer
Chora ó coração, triste a acalentar
Bates cada vez mais lento
Com esperança de te encontrar
Mas o tempo passa como o vento
Siga seu caminho, não se explique
Pode ir, mas depois reapareça
Expande-se, se multiplique
Pra que meu coração nunca te esqueça
Ó felicidade, agora posso te ver
Apareça, sei que não vai mentir
Naturalmente tudo pode acontecer
Posso não tocar, mas eternamente sentir
(Adam Silva – 28/06/10)
Que desperta em mim, um desejo
O meu sentimento se aguça
Só te sinto, não te vejo
Queria ao menos poder tocá-la
Mas se esconde, é traiçoeira
Como eu faço para encontrá-la?
Ela é rápida e sorrateira
Ó felicidade, por que me enganastes?
O que fiz para merecer?
Os meus sonhos que agora desastres
Vivem em uma mania de maldizer
Chora ó coração, triste a acalentar
Bates cada vez mais lento
Com esperança de te encontrar
Mas o tempo passa como o vento
Siga seu caminho, não se explique
Pode ir, mas depois reapareça
Expande-se, se multiplique
Pra que meu coração nunca te esqueça
Ó felicidade, agora posso te ver
Apareça, sei que não vai mentir
Naturalmente tudo pode acontecer
Posso não tocar, mas eternamente sentir
(Adam Silva – 28/06/10)

O APANHADOR DE DESPERCÍCIOS
Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras fatigadas de informar.
Dou mais respeito às que vivem de barriga no chão
Tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas.
Dou respeito às coisas desimportantes
E aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade das tartarugas mais que as dos mísseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
Para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de se feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios: Amo os restos
Como as boas moscas.
Queria que minha voz tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou da informática:
Eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.
(Manoel de Barros. Livro: Memórias Inventadas, As Infâncias de Manoel de Barros)
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