domingo, 8 de agosto de 2010

“Sempre nos arrependemos ao fazer as coisas pensando em alguém ou tentando ajudar o próximo, pois nossas ações benevolêmicas não mudam um pensamento, não mudam uma pessoa, e tão pouco muda o mundo, apenas transforma um ser que já se encontra no individualismo, cada vez mais egoísta!”


Adam Silva
June, 05 th, 2010
Dialética de Marx

“nada permanece como está. Por que o real é contraditório, tudo se transforma, o novo é inevitável. Caminhar de modo diferente inclui até o errar o caminho.”
ELEIÇÕES, DÚVIDAS E QUESTÕES


Dúvida! Dúvida!
E quem responde essas questões?
O governo, a TV, os jornalistas?
Não... Vivem enganando multidões!


A máscara esconde, aquilo que se passa pela mente,
Pois o que os olhos não vêem, o coração não sente!


Roubos, falcatruas e lentidão,
E o que acontece com o brasileiro?
Vendo seu direito passando pela sua mão...


A vida continua e a humilhação também,
Eleições chegam e promessas vêm
E o que realmente acontece, não se lembra de ninguém!


O IBGE diz, o Brasil está crescendo,
Mas será que todos sabem o que está acontecendo?
Ninguém pergunta, ninguém se interessa,
Pra saber o que é real, e os ladrões de plantão...
...Em seu governo desleal.


Eles roubam, escondem e o povo acredita,
Nas promessas e nas histórias
Dessa geração maldita!


A fome avança e a chuva leva,
E é na esperança que o povo espera,
Ninguém acredita, ninguém vê,
Todos participam e nada a acontecer.


E tudo vai passando,
Diante dos olhos do povo,
E na próxima eleição...
...Começa tudo de novo!



Adam Silva. 2010
Cena de Ódio


“[...]
Tu, que te dizes Homem!
Tu, que te alfaiatas em modas
E fazes cartazes dos fatos que vestes
Pra que se não vejam as nodoas de baixo!
Tu, qu’inventaste as Ciências e as Filosofias,
As Políticas, as Artes e as Leis,
E outros quebra-cabeças de sala
E outros dramas de grande espetáculo
Tu, que aperfeiçoas sabiamente a arte de matar.
Tu, que descobriste o cabo da Boa-Eperança
E o Caminho Marítimo da Índia
E as duas Grandes Américas,
E que levaste a chatice a estas Terras
E que trouxesse de lá mais gente p’raqui
E qu’inda por cima cantaste estes Feitos...
Ty, qu’inventaste a chatice e o balão,
E o farto de te chateares no chão
Te foste chamar no ar,
E qu’inda foste inventar submarinos
P’ra te chateares também por debaixo d’água,
Tu, que tens a mania das Invenções e das Descobertas
E que nunca descobriste que eras bruto,
E que nunca inventaste a maneira de o não seres
Tu consegues ser cada vez mais besta
E a este progresso chamas Civilização!”

(NEGREIROS, José de Almada. Obra completa de Almada Negreiros. Rio de janeiro: Nova Aguilar, 2005)
Há Quatro velhos que o mundo precisa mudar:
Velhos hábitos, Velha cultura, Velhas idéias, Velhos costumes! (Revolução Cultural, 1966)